terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Poor: LeonardoVicent

Estranhos: Medo Sombrio                                 
Capítulo 01

    À tarde em Sam Diego estavam chuvosa os dias sempre estão nublados, era inverno. Eu ultimamente estava pensativo já que irei me mudar neste fim de semana. Vou para Orlando uma cidade na Flórida, meu pai me transferiu para uma escola mais próxima da nova casa, e até agora eu estava me perguntando como era estranho entrar no meio do ano letivo. Naquela sexta-feira eu teria que mudar, a casa estava uma bagunça as maiorias das coisas essenciais estavam em caixas. Era minha primeira mudança em toda vida.
“Eu nasci em san Diego no estado da Califórnia, moro com meu pai willyan já que minha mãe morrera quando nasci. Não pergunto muito sobre ela, sei que isso o deixa triste. Quando pego a foto dela começo a chorar, sinto falta de uma mãe para me apoiar nas horas que preciso. Meu nome é Willyan Ben Júnior mais gosto que me chamem de Ben e não pelo primeiro nome, que é igual ao dele.”
       Sexta - feira, eu agora deixava minha casa para trás, só levávamos alguns pertences valiosos e o resto vendeu, já que tínhamos comprado uma casa com tudo dentro. Quando passávamos pelas ruas de Orlando, observava todo o território da minha nova cidade. Uns minutos depois meu pai estacionou seu carro enfrente de uma casa bonita que agora é nossa. Desci do carro e a – observei. “Ela é belíssima, havia uma árvore grande maior que a janela do primeiro andar...”
− Está vendo aquela janela? Falou meu pai apontando para mesma janela que eu observava.
− Sim, o que tem ela? Perguntei.
− Seu novo quarto vai ser ali. Ele deu um sorriso. Olhei para janela e percebi que havia uma janela menor acima, acho que tinha uns trinta centímetros.
− Que janelinha é aquela acima da minha, pai? Perguntei curioso.
− Um sótão, eu não fui lá ainda. Ele fez uma careta e continuou. – Acho que está imundo e cheio de poeira. “Ah. Aquela casa era antiga, agora eu tinha certeza. Por fora era perfeita mais por dentro tudo deveria ser nitidamente antigo.”
       Meu pai já havia pego as coisas e começamos a carregar tudo para dentro, assim que acabamos finalmente pude ver que a casa por dentro estava linda e impecável, provavelmente ele tivera pago alguém para limpa-lá. A sala era pequena mais bem arrumadinha, as cores da parede era um verde água, tinha um rack grande cor de marfim com uma TV de plasma, um rádio antigo e uns enfeites que não chamavam atenção, um carpete vermelho escuro que cobria toda sala e um sofá com três lugares. Perto da entrada para cozinha havia uma escada que nos levava ao primeiro andar, eu ficaria no quarto de cima e meu pai no de baixo já que não gosta de escadas.  Subi e levei minhas coisas para o quarto. Ele não era muito grande tinha uma cama de solteiro, um guarda roupa e uma mesinha para meus estudos. O chão era todo com cerâmica cor de gelo a mesinha tinha uma foto da minha mãe que eu ainda não tinha visto, meus olhos encheram de lágrimas e me recompus, Coloquei meu laptop e os livros sobre ela e já estava imaginando quanto tempo eu demoraria em organizar tudo, balancei a cabeça e comecei arrumando as roupas. 
−Bem! Gritou meu pai. –Vem jantar. Concluiu
−Já vou! Gritei o mais alto que pude.
       Eu já tinha arrumado meu quarto todinho então não demorei muito para descer. Havia um banheiro ao lado do quarto, quando sai do banho que coloquei uma roupa desci, meu pai já tivera colocado a pizza no microondas, sentei e comecei a comer, ele foi o primeiro a quebrar o silêncio.
−Gostou da casa?
−Claro pai, ela é perfeita. Disse empolgado.
−Suas aulas começam segunda-feira então não pense em não querer ir, você tem que passar de ano então nada de faltas. Quando arrumar uma empregada ela vai te vigiar o tempo em que eu não esteja, então vá se acostumado.
    Meu pai sempre foi de pegar no pé para os estudos, sempre me diz: Pense grande por que só assim Subira na vida. Assim que acabamos de jantar fui lavar as louças e ele foi assistir TV, enquanto lavava os pratos vi um vulto passar pela janela da cozinha não tive coragem de ver o que era ou quem era, não falei nada para meu pai, não queria preocupá-lo com besteiras. Logo que acabei guardei as louças e percebi que eram dez e meia, fui falar com ele antes de dormi e quando cheguei à sala ele já pegara no sono, desliguei a TV e o levei para o quarto, ele não abriu os olhos só caminhou para onde eu o levei, o coloquei na cama, tirei seu sapato e fechei a porta. Quando eu subi percebi que tinha deixado a janela aberta, senti um vento forte e gélido, me arrepiei ao chegar mais perto para fecha – lá, meu coração gelou quando percebi que alguém me observava encostado à árvore enfrente a janela do meu quarto, não deu para perceber quem era, pois usava um capuz preto só deu pra ver seus olhos negros e sombrios, ele não tirava os olhos de mim me encarava de um jeito que dava medo, fechei rapidamente a janela e a travei, deitei na cama e me cobri com meu cobertor. Eu não tirava os olhos da janela, meu pavor aumentava cada vez que as sombras dos galhos da árvore apareciam no quarto, senti um medo obscuro aquela pessoa não era normal, achei a casa muito bonita mais havia alguma coisa que eu temia algo que eu nunca senti antes, está casa tinha algo perigoso e minha curiosidade era tão grande quanto meu medo.
     A noite se foi e desci rapidamente a escada quando percebi que meu pai já tivera levantado, fui lavar o rosto para ele não perceber que eu não dormi a noite inteira, mesmo assim foi em vão.
−Você está com olheiras filho, não dormiu bem? Ele pareceu espantado.
−Fui dormi tarde. Menti.
−Não me lembro de ter ido pro quarto ontem à noite. Falou colocando as pizzas no microondas.
−Eu te levei pai. Falei pegando os copos e o guaraná.
−Ah, obrigado filho. Ele esperou um pouco e tirou as pizzas do microondas e colocou no prato. –Não vai precisar comer pizzas todos os dias. Disse com um tom de preocupação.
−Não me importo. Menti de novo, eu já estava enjoado de comer pizzas mais não queria que meu pai se sentisse na obrigação de contratar uma empregada.
−Já encontrei uma empregada pra cuidar da casa e do almoço. “graças a Deus” disse a mim mesmo e ele continuou. –Ela vem segunda-feira pela manhã. Falou comendo o seu ultimo pedaço de pizza.
      Na noite de sábado meu pai lavou as louças enquanto eu organizava minha mochila para segunda-feira que começaria as aulas, o estranho da noite anterior não apareceu, “eu acho”. Não tive coragem de ir à janela olhar, fiquei a maior parte do tempo respondendo meus emails e conversando com os meus colegas da antiga escola, não éramos amigos, amigos, mas gosto de conversar com alguém principalmente quando eles perguntavam as novidades, só assim passava o tempo. Fui deitar cedo, pois iria sair no dia seguinte. No domingo meu pai me levou para pescar com ele numa cidade vizinha, foi ai que pesquei pela primeira vez, foi bastante divertido ele pegou alguns peixes e eu nenhum, toda vez que achava que o peixe estava na isca, puxava antes da hora ou com tanta força que ele voava. Comemos besteiras no barco. Enfim a tarde se foi tão rápida que nem percebi. Estar com ele, era uma das melhores coisas do mundo, então qualquer programa “pai e filho” eu estava dentro. Na volta eu desejava ir para qualquer lugar do mundo menos para casa. “−O que aquela pessoa queria?” Era o que sempre estava me perguntando, mas nunca achava uma resposta convincente. O que era provável.
       Segunda - feira, eu agora me arrumava e pegava minha mochila para ir ao primeiro dia de aula aqui em Orlando. Desci as Escadas rapidamente e meu pai estava explicando como queria que a empregada arrumasse a casa.
−Bom dia pai? Falei.
−Bom dia Ben, essa é Elide nossa nova empregada. Disse sorrindo. –Chega de pizzas! Eu ri.
−Oi. Fui simpático.
−Oi Ben, seu pai falou muito bem de você.
−Ele que é o melhor pai do mundo. Dei uma pausa e continuei. –Pai estou no carro, não demore quero chegar cedo ao primeiro dia de aula. Falei abrindo a porta.
−É rápido, já chego.
−Está certo. Fechei a porta e fui para o carro. Eu achava a Mercedes Benz do meu pai linda e sempre dizia a ele que ela seria minha quando pudesse dirigir aquela cor Cinza prateada, sem palavras. Imagino eu, dirigindo ele pelas ruas...
−Vamos? Disse ele interrompendo meus pensamentos com o meu futuro carro. Nossa! Sai até bonito “Meu futuro carro.” Sorri comigo mesmo.
−Vamos.
−Quando acabar as aulas pegue um táxi e entregue este papel ao motorista. Ele me entregou o papel com o endereço da nossa casa, coloquei no bolso da calça.
−A escola é longe?
−Não, mas como não posso te buscar é melhor você vir de táxi. Concordei balançando a cabeça. Ficamos calados o resto do caminho, três quarteirões depois chegamos ao Preparatório High School. Abri a porta do carro e acenei para meu pai.
−Boa aula. Disse acelerando sua bela Mercedes.
    O colégio era grande tinha três andares, o estacionamento nem se fala no tamanho, havia várias janelas de vidro por toda a escola, na entrada tinha umas árvores bem altas e bonitas alunos encostados sobre elas, uns estudando, outros eram casais bem melosos pelo visto, tinha também uns bancos de madeira onde cabiam quatro pessoas. Caminhei até a secretária, pelo caminho acenei para uns grupos de amigos, uns respondiam, outros mal olhavam. A moça da diretoria foi bastante gentil, me entregou uma folha com todas as minhas aulas e as salas, a primeira aula era de física na sala 13. Fui caminhando pelos corredores do primeiro andar e perguntei a uma garota onde ficava a sala, ela disse que iria para lá também então a segui.
−Como você se chama? Perguntou.
−Ben. Sorri. –E o seu?
−Elizabeth, para todo caso Liza. Ela sorriu. –Você é novo na cidade ou não?
−Nasci em San Diego Califórnia, mas agora sou de Orlando mesmo. Nós dois rimos.
­−É aqui nossa sala. Falou apontando para o número 13 bem grande colado na porta.
−Obrigado.
    Entrei e sentei na primeira carteira que estava vazia, percebi que algumas pessoas olhavam então, abri o caderno e comecei a rabiscar unas folhas limpas. Assim que o professor chegou mandou eu me apresentar à turma, eu sempre odiara física e agora o professor também. Quando ele saiu entrou uma professora de geografia, ela foi legal a maioria das vezes. O sinal soou e todos levantaram – se. “Refeitório.” Pensei comigo mesmo, guardei meus livros, peguei a mochila e sai para o pátio. O pátio estava cheio como eu imaginava. Todas as mesas e bancos eram com azulejos brancos e amarelos, tinha um jardim bem pequeno na esquerda e um balanço para casais, tinha árvores pequenas por toda área provavelmente para dar um charme extra. Hoje pareceu ser meu dia de sorte havia uma mesa vazia perto do muro a direita, caminhei até ela, coloquei minha mochila em cima e sentei no banco na mesma hora senti um arrepio, virei e percebi que todos me olhavam, balancei a cabeça, abri o caderno na matéria de física e fui responder uns exercícios que ele passara na aula de hoje. Rapidamente vieram duas perguntas em minha mente. “Por que todos me olharam quando sentei aqui?” e “Eu fiz alguma coisa errada?” Dei outra espiada por cima do ombro, mais só algumas pessoas olhavam. Logo as perguntas que martelavam em minha mente sumiram e enfim pude ler e responder as perguntas de física.
      Eu acabara de responder as três questões de física, pelo menos não precisaria responder quando chegasse a casa, fechei meu caderno e virei. Agora todos me olhavam e para um grupo que vinha em minha direção, percebi que uma garota falava algo que não entendia, mas a reconheci “Liza” a garota com quem falei ao chegar ao colégio. Desviei os olhos para o grupo que vinha em minha direção eram quatro ao todo, um deles parecia estar bravo com alguma coisa abri minha mochila para guarda o caderno.
−... Eu sei July, mas é impossível me controlar com ele. Ainda pude ouvir o que um deles falava, levantei a cabeça e os quatros me olharam.
− Quem é você? E o que está fazendo aqui na nossa mesa? Falou o cara de cabelo castanho espetado.
− Desculpa, eu só... Não sabia...
− Saia daqui agora! Gritou o garoto.
− Berg! Advertiu a garota dos olhos verdes. Eu não sabia por que aquele garoto estava me tratando mal, só por sentar em sua mesa do pátio?  Levantei e fui saindo.
− Espera! Falou novamente a garota. – Ignora as atitudes dele, não valem à pena. Nessa hora virei – me e olhei para ela, seu rosto era tão lindo, seu cabelo ondulado loiro, fiquei impressionado com sua beleza ela sorriu e acenou dando tchau.
− Pode deixar. Sorri e acenei também dando tchau. Comecei a caminhar e quando passei pela multidão todos olhavam e faziam seus comentários bobos não dei muita importância só não gostei do modo como aquele garoto me tratou, como se eu não fosse um nada...
− Ei! Chamou uma garota, não reconheci a voz, mas quando virei vi que era a Liza que estava sentada com um grupinho de amigos então fui até eles.
− Cara você é louco! Falou uma menina que estava do lado e Liza.
− Ele é novato. Disse Liza para garota.
− Não entendi. O que... Comecei a falar mais a Liza me interrompeu.
− Vamos para sala? Falou ela.
− Vamos. Disse por fim, o que eu queria saber provavelmente a Liza queria me contar bem longe daqueles amigos dela. Eu acho.
− Gente vou para sala, tchau. Falou Liza.
− Tchau. Falei e acenei para o grupo. Eles sorriram e acenaram também.
     Ao sair olhei para o grupo estranho, mais agora tinham seis e não quatro, tentei não se lembrar de como aquele garoto foi arrogante comigo, virei o rosto e caminhei em silêncio até a sala. Sentei na minha carteira e Liza pegou sua cadeira e colocou do meu lado, ela também chamou um garoto que estava do outro lado da parede, ele veio até nós.
−Onde você estava Liza? Ele fixava os olhos nela.
−No pátio o tempo todo.
−Kah esse é o Ben, Ben esse é o Kaique. Liza nos apresentou rapidamente.
−Oi. Sorri. Ele acenou com o rosto, parecia preocupado com alguma coisa ou estava tentando entender não sabia o que...
−Kah, Ben sentou-se à mesa dos estranhos hoje. Disse Liza, acho que seria a manchete da semana “O garoto novato que sentou onde não devia” soou até engraçado meu pensamento, ri comigo mesmo.
−Eles fizeram alguma coisa? Kaique parecia curioso, me senti na obrigação de contar o que tinha acontecido.
−Eles chegaram e foram ignorantes, na verdade só foi um que me tratou mal, o de cabelo espetado.
− Berg. Concluiu Liza.
−Você percebeu que eles são desta sala? Falou Kaique.
−Não! Eles são desta sala? Fiquei surpreso.
−Lógico que você não percebeu mal olhou pro lado, eles estavam lá atrás. Disse Liza.
−Eles são populares? Perguntei.
− São sim, eles falam um “Oi” para algumas pessoas, mas nunca tem um diálogo só quando gostam das pessoas, são muito ignorantes. Explicou Kaique e continuou. –A maioria dos garotos acha Lívia e Dêssa as mais bonitas do colégio e as garotas acham a mesma coisa dos meninos do grupo, só que ninguém vai até eles por terem medo de serem esnobado. Acham todos estranhos e chatos apesarem de ser populares, não só no colégio mais na cidade inteira, ou até fora.
−Dizem que eles... Vão direto para um pântano aqui perto da divisa. Disse Liza.
−Que pântano é esse? Fiquei curioso, um pântano em Orlando que interessante.
−É perto da divisa, lá é cheio de árvores enormes, tem um lago extenso e dizem que já foram encontrados mais de cinco ou foi seis corpos boiando nele, e nessa época a nevoeiros direto onde não se ver nada, quando digo nada é nada mesmo. Falou Liza pausadamente e continuou. –Dá um calafrio só de passar por perto. Aquilo parecia mais uma história de terror e o jeito que ela contava, me dava arrepios.
−Não é tão assustador assim Liza. Disse Kaique querendo ri.
−Mas eu não sou louca de ir para um pântano nesta época, de ventos fortes e nevoeiros direto estou em meu juízo perfeito. Liza o encarou.
−Eles devem ter seus motivos. Agora o Kaique estava defendendo os estranhos.
−Qualquer motivo que fosse eu não iria para um pântano, muito menos a noite. Isso é loucura. O tom de voz de Liza estava alterado. Parece que começou uma confusão entre eles, mas a Liza tinha razão eles eram estranhos, loucos e chatos pelo visto, uma pessoa normal não iria a um pântano à noite principalmente nesta época como ela falou. Os dois se encararam por uns segundos e me olharam ao mesmo tempo.
−Eu estou com você Liza. Teria que ficar do lado de alguém e fui, mas verdadeiro que pude.
     Quando o sinal soou um professor de química entrou na sala, eu não era fã da matéria, mas dava um crédito extra. Gostei de ter conversado com Liza e Kah, eles pareceram ser legais. Os estranhos não assistiram às últimas aulas e quando o professor nos dispensou, guardei meus livros e cadernos na mochila. Acenei para meus dois novos colegas de classe e caminhei em direção a saída. Peguei um táxi e fui para casa.
     Quando sai do banho que coloquei uma bermuda Jens, uma camiseta e desci para almoçar. Enfim chega de pizzas! Elide já colocara a comida no prato, sentei e comecei a comer.
−Vai querer o suco de laranja agora? Perguntou ela aparecendo na porta da cozinha.
−Vou sim. Falei saboreando a comida, ela abriu a Frízer e pegou uma jarra de suco. ­–Você tem filhos Elide? Perguntei enquanto ela colocava o suco em meu copo.
−Tenho sim ele é da sua idade. Ela pareceu triste. –Está bom o almoço?
−Está uma delícia. Ela pareceu sair satisfeita com meu elogio. Feijão preto com arroz refolgado, bife acebolado, com meu suco preferido, não tinha como não está perfeito.
    À tarde fiquei lendo um livro que havia comprado antes de vir para cá, respondi uns emails e dei uma estudada nas páginas do livro de química que o professor tinha passado para aprofundar o assunto. Quando meu pai chegou venho falar comigo.
−Ben, Posso entrar? Falou batendo na porta.
−Entra, está aberta. Respondi.
    Eu estava deitado na cama jogando no Laptop, ele entrou e sentou na cadeira da mesinha, fechei o Laptop e me sentei.
−Gostou do novo colégio? Perguntou um pouco curioso.
−Tirando a parte do professor chato de física. Ele me encarou sério então continuei. –Ele me fez se apresentar para a turma, só isso. Ele riu.
−Pensei que estivesse dando trabalho no colégio.
−Com isso não se preocupe, você sabe que não sou desses.
−Claro que sei. Esses anos todos você nunca me deu trabalho, não ia ser agora depois de velho que você iria fazer isso não é. Balancei a cabeça que não. Ele riu e continuou. –Gostou da Elide?
−Sim, sim e sim e a comida nem se fala.
−Sério? O que você comeu hoje no almoço? Perguntou desconfiado.
−Fala sério pai! Você disse a ela meus pratos preferidos, não vale.
−É. Eu assumo. Nós rimos. –Vamos jantar?
−O que tem para janta hoje? Estava entusiasmado.
−Bom não deu para Elide preparar o jantar de hoje, então... É... Comprei pizzas...
−Ah não! Não deixei terminar e continuei. –Pizza de novo não, ninguém merece. Explodi. Ele agora dava gargalhadas, fiz careta.
−Ben você disse “eu não me importo comer pizzas direto.” Ele deu outra Gargalhada e continuou. –Na verdade você odiava comer pizzas assim como eu. Eu o encarei sério.
−É brincadeira filho, Elide preparou tudo é só esquentar. Deitei-me e fechei os olhos. –Vou tomar banho e você não estiver lá embaixo... “Já vêm as ameaças.” - As refeições de amanhã só serão pizzas. Estou falando sério.
    Assim que ele saiu, eu desci e esquentei as comidas. Quando terminamos o jantar lavei os pratos e seguida tomei um banho, coloquei minha roupa de dormi e fui para o quarto. Abri o Laptop e fui olhar novamente meus emails, mas não havia nenhum, de repente me bateu uma curiosidade na conversa que tivera com Liza e Kaique hoje, sobre o pântano. Entrei no Google e digitei “Pântano em Orlando.” Olhei os mais visitados e meus olhos se fixaram em um pequeno trecho... “Já foram encontrado cinco corpos...” Cliquei no sit.


Maldição ou Medo
“Já foram encontrados cinco corpos no lago, dizem que se alguém entrar no lago é amaldiçoado ou morto. O corpo mais recente encontrado foi de um jovem de 16 anos, seus pais se mudaram de Orlando e venderam a casa com tudo dentro.”
     

    Senti um arrepio quando acabei de ler. –Será que esta casa era dos pais desse garoto? Esse quarto era dele? Fechei o Laptop rapidamente. – Isso é besteira Ben, existe várias casas em Orlando. Falei em voz baixa. Ergui a cabeça balançando negativamente para tirar essa loucura da mente e fui fechar a janela, olhei discretamente à árvore da frente de casa para ver se aquela pessoa da primeira noite voltaria. Um calafrio percorreu pelo meu corpo e para piorar minha noite, lá estava ele. Parado e me olhando fixamente.

7 comentários:

  1. MuitoMuitoMuitoMuitoMuitoMuitoMuito BOM Perfect *_* -Ester

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  2. Adorei Leonardo *-* quero o segundo capítulo hahaha
    Bruno

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  3. Gostei muito *-* ...é uma história envolvente e cheia de detalhes, gosto disso, parabéns Léo :D

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  4. Muito boa ideia, Apesar de alguns problemas na escrita está indo bem, continue assim mas antes de uma olhada e corrija oque está errado para a leitura ficar mais legal :)

    PS: por exemplo falamos normalmente "Fui dormi tarde" mas na escrita o correto é "Fui dormiR tarde" com o R no fim, espero que entenda e corrija os pequenos detalhes que deixam o texto estranho...e também sobre a frase "−Fui dormi tarde. Menti." o certo séria '− Fui dormir tarde. - Menti." Pois assim separa a conversa e o pensamento, a conversa e a explicação, mais ou menos assim, espero que tenha ajudado e logo que publicar quero ser a primeira a ler.

    Att: Stephane :)

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